Sussuros da solidão


Carrego no olhar o peso de ser deixada,
um vazio que grita e ninguém faz nada.
Queria tanto ser amada de verdade,
mas tem muro demais e pouca vontade.

Será que um dia isso vai virar?
E o sol vem quietinho me abraçar?
Ou tô presa nesse buraco sem saída,
onde amor é só ideia, não é vida?

As humilhações falam baixo, mas doem fundo,
tipo espinho que não some com o tempo do mundo.
Será que vale a pena seguir nessa estrada,
se todo amanhã parece a mesma jornada?

Ainda assim tem uma faísca teimosa,
uma esperança boba, mas corajosa.
Talvez, depois dessa noite sem fim,
exista um cantinho só pra mim.

E se não tiver, eu crio um lugar,
onde a dor não consiga me alcançar.
Porque mesmo na dúvida, eu sou chama,
e vai que um dia... sou eu quem ama.

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