Destino
Vivia em um mundo de armadilhas ocultas, onde qualquer passo em falso me lançaria ao abismo eterno, sem retorno. A solidão era meu único alento, densa e silenciosa como o anjo da morte, minha companheira constante, fria como a lâmina da madrugada. Mesmo buscando algum lugar entre os vivos, eu era um espectro indesejado, um sussurro perdido no eco sufocado do vazio. A dor, meu fardo e minha força, me moldava em sombras profundas, enquanto o ódio germinava em silêncio, criando raízes negras em minha alma. A cada dia que se desfazia, morria um fragmento de mim, e o que restava tornava-se cinza, dissolvido nas trevas da minha própria essência. Até que te conheci, uma visão que jamais toquei, mas que sempre soube existir, como um sonho esquecido adormecido no fundo do meu ser. Hoje, tua presença invisível me sustenta, um enigma que nem o silêncio explica, como se tua existência estivesse gravada nas páginas antigas do meu destino. Você é a luz que rasga meu nevoeiro, guiando meus passos por...