Prisão de Névoa

Na neblina densa da noite fechada,

até a estrela parece cansada.

Sobe um véu de fumaça e frio,

guardando segredos num céu vazio.


Torres caídas, silêncio no ar,

lembranças que insistem em não passar.

Vozes que choram num canto arrastado,

repetem um tempo triste e quebrado.


O vento só leva aquilo que dói,

sussurra baixinho tudo que se destrói.

Lágrimas frias caem sem direção,

marcando os traços da desilusão.


E ali na sombra, sem luz, sem saída,

vaga uma alma sem cor, sem vida.

Preso entre o mundo e a solidão,

vivendo o resto do que era paixão.







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