À Sombra da Eternidade
Na madrugada, o vento faz cena,
soprando ruínas de vida pequena.
Lágrimas caem na calçada fria,
e o silêncio pesa, sem companhia.
Na luz do poste, sombras se espalham,
sussurram nomes que já não falam.
Gente que foi, mas ficou na mente,
vagando no peito de quem sente.
Um corvo no fio, quieto, observa,
uma alma quebrada que já não enxerga.
Preso num loop que o tempo ignora,
espera o fim que nunca demora.
No prédio vazio, com janelas quebradas,
rezas murmuram por almas cansadas.
Flores secas largadas no portão,
cheiram saudade, cheiram solidão.
E a gente vai, perdido na fumaça,
sem norte, sem sonho que nos abrace.
Até que a noite nos leve de vez,
e tudo se apague, sem porquês.
.webp)
Comentários
Postar um comentário